domingo, 26 de outubro de 2014

Hipocrisia, Perfidia, Erro, Fanatismo, Ambição, Obscurantismo, Corrupção

       Hipocrisia, perfídia, fanatismo, ambição, obscurantismo... são muitos os inimigos da humanidade, pois leva contínua e progressivamente à destruição.

        A corrupção é a ação destrutiva que ofende e tende a romper a moral, a honra, os bons costumes e a virtude. É filha do egoísmo, da ambição e da vaidade. O seu processo envolve conflitos entre aqueles a quem corrompe e os próprios princípios do bem.

       Então, os agentes da corrupção somos todos nós... quando coniventes, omissos ou mesmo tolerantes diante da prática de corrupção por parte de amigos e colegas; quando, no exercício de mandato popular, transformamo-lo unilateralmente em causa própria, deixando de cumprir promessas e compromissos assumidos em campanhas políticas e nos vendemos ao poder do "mais fortes" e, ainda por cima, tentamos justificar nossa posição alegando "ser melhor para o povo" - todo mundo faz, mas é corrupção!

       Somos os agentes da corrupção quando, na administração de recursos e interesses coletivos, utilizamo-nos do poder para satisfação de interesses pessoais ilegítimos ou gozo de privilégios e regalias do cargo.

       Somos agentes da corrupção quando na função de fiscalização dos tributos, deixamos de cobrá-los, ou quando cobramos em desacordo com a lei.

       Também somos agentes da corrupção quando no exercício do jornalismo, deixamos de publicar a verdade dos fatos, manipulando as informações para satisfazer os poderosos.

       E quando vendemos órgãos humanos, sentenças na justiça e nossos votos aos políticos inescrupulosos, quem será mais corrupto?
E os sindicalistas que traem a categoria, que usam o sindicato para benefício pessoal?

       Pois bem, a coisa é feia, não é mesmo? Pelos seus efeitos e consequências, a corrupção pode ser comparada ao câncer, que antes, pequeno foco, termina por destruir o mais salutar organismo vivo.

     A corrupção é filha da hipocrisia, irmã gêmea da perfídia e prima da ambição e da vaidade. 

       É sorrateira que destrói as entranhas do nosso edifício social. É a ferrugem crônica que consome a máquina do progresso, mantendo-nos na miséria social.

      A vaidade é a paixão que leva o indivíduo a se deleitar com a admiração alheia. O vaidoso é vazio. Alimenta-se da lisonja, da adulação e da bajulação.

      Esses instrumentos são as armas perigosas que manejadas por corruptos, seduzem o vaidoso e o atraem para o mundo da corrupção moral. O adulador pode ser comparado ao abutre, pois este consome a podridão do que já está morto, enquanto aquele devora a dignidade do que está vivo.

     O homem de bem sempre acata aquele que o critica e nunca agradece quem o adula. Tem certeza da verdade, pois compreende que o crítico geralmente constrói, enquanto o adulador corrompe.

      Por isso não basta ao homem "parecer honesto". É preciso ter atitudes honestas. 

       Chega de hipocrisia e de viver de aparências...

     E como cantava nossa saudosa Clara Nunes: "&...não adianta estar, no mais alto degrau da fama, com a moral, toda enterrada na lama..."

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A parábola do semeador

Naquele mesmo dia Jesus saiu de casa e se sentou à beira do lago. Uma grande multidão se juntou ao seu redor. Havia tanta gente que Jesus entrou num barco e se sentou; e toda a multidão permanecia de pé na praia. Jesus lhes ensinou muitas coisas por meio de parábolas. Ele dizia:

—Certo homem saiu para semear. Enquanto semeava, uma parte das sementes caiu à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram. Outra parte caiu no meio de pedras, onde havia pouca terra. Essas sementes brotaram depressa pois a terra não era funda, mas, quando o sol apareceu, elas secaram, pois não tinham raízes. Outra parte das sementes caiu no meio de espinhos, os quais cresceram e as sufocaram. Uma outra parte ainda caiu em terra boa e deu frutos, produzindo 30, 60 e até mesmo 100 vezes mais do que tinha sido plantado. Quem pode ouvir, ouça.